segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Uma vígula e muda-se o contexto.

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100 ANOS DE VÍRGULA ....

Sobre a Vírgula

Muito bonita a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

A virgula pode alterar a verdade.
Em verdade vos digo, hoje estarás comigo no paraiso.
Em verdade vos digo hoje, estarás comigo no paraiso.

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:

COLOQUE UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quem é educador?

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Hoje trago um presente para vocês.

O Texto de uma amiga muito especial!

Deborah Dubner é psicóloga, jornalista online e focalizadora de Danças Circulares. Através dos círculos de dança, da escrita e dos relacionamentos presenciais ou virtuais procura semear amor e paz ao seu redor.
“O que é educação pra você?” – perguntei ao meu filho de 7 anos. Ele respondeu: “Educação é falar com licença, obrigado e de nada. Mas não é só isso. É também respeitar os outros, não falar enquanto o outro fala, respeitar o que o outro gosta”. Continuei: “E a escola, onde entra nessa história?”. E ele: “A escola ensina a ler, escrever e ficar mais esperto. Mas educação mesmo são os pais que dão.”
Diplomas à parte, não podemos nos eximir da tarefa de educar. Podemos ser apenas pais e mães, apenas professores, ou os dois. Ou podemos não ser nenhum dos dois, sem que isso nos tire o título de educador. Sim, somos todos educadores. Não adianta fingir que esse tema não faz parte do nosso despertar.
Educa quem levanta de manhã e fala com a empregada de casa. Educa quem joga o lixo na lixeira (de preferência reciclável). Educa quem tem uma empresa, uma padaria, um bar na praia. Educa quem ensina violão, pintura, ler e escrever. Educa quem conta histórias, memórias e mentiras. Educa quem cuida do jardim. Educa quem cozinha, quem limpa, quem lava. Educa quem fala, quem ouve, quem espera. Educa quem canta, quem dança, quem cria. Educa quem respira, quem corre, quem anda. Educa quem fala, quem esconde, quem cala. Educa quem sonha, quem esquece, quem desiste. Educa quem cumprimenta no elevador, quem joga papel pela janela do carro, quem desperdiça recursos. Educa quem fuma, quem bebe, quem come. Educa quem ama, quem odeia, quem perdoa. Educa quem grita, quem bate, quem abraça. Educa quem trabalha, quem descansa, quem acorda. Educa quem sente, quem ousa, quem vive. Educa quem quer e quem não quer, quem pode e quem não pode, quem sabe e quem não sabe.
Somos todos educadores e aprendizes no palco da vida. Ensinar e aprender entrelaçam as mãos nessa jornada, assim como o branco precisa do preto e a luz precisa da escuridão. Quem mais aprende, mais educa. Quem menos educa, menos aprende. Despertar o gosto de aprender é mais talento do que técnica, mais perguntas do que respostas, mais asas do que pés. Gostar de aprender é ter dentro da alma mais interrogações do que pontos finais, mais sede do que conforto, mais esperança do que promessas.
Podemos saber que somos todos educadores, e então vislumbrar nossa influência e capacidade de interferir positivamente ou negativamente ao nosso redor. Imensa responsabilidade e oportunidade.
Podemos não saber que somos todos educadores, e então descansar sobre macios travesseiros, esperando que os outros façam por nós, falem por nós, dêem exemplos por nós, mudem por nós, resolvam por nós.
Podemos saber, ou não saber. Ainda assim, somos todos educadores. Então… O que estamos ensinando?


Texto do blog  
http://educaja.com.br/2010/11/quem-e-educador.html

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Oração do Professor

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Senhor, tu me conheces.

Sabes onde nasci, sabes de onde venho, quem sou. Conheces minha profissão: sou professor.

Desde criança, tinha em mim um imenso desejo de ensinar. Queria partilhar vida, sonhos. Queria brincar de reger. Reger bonecos. Plantas. Reger as águas do mar que desde cedo aprendi a namorar.A todos ensinava, Senhor.

Criava e recriava histórias para senti-las melhor, para reparti-las com quem quisesse ouvir. Eu era um professor. Fui crescendo e percebi o quanto o sonho era real. Queria ensinar mesmo. Estudei. Concluí o curso universitário.

Hoje sou, de fato, um professor. Com diploma, certificado e emprego estável. Hoje não são bonecos que me ouvem, são crianças. Dependem tanto de mim. Do meu jeito. Do meu toque. Do meu olhar.

São crianças ávidas de aprender. E de ensinar. Cada uma tem um nome. Uma história. Cada uma tem um ou mais medos. Traumas. Têm sonhos. Todas elas, crianças queridas, sonham. E eu. Eu, senhor, sou um gerenciador de sonhos. Sou um professor.

Respeito todas as profissões. Cada uma tem seu valor,sua formosura. Mas todas elas nascem da minha. Ninguém é médico, advogado, dentista, doutor, sem antes passar pelo carinho, pela atenção, pelo amor de um professor.

Obrigado, Senhor.Escolhi a profissão certa. Escolhi a linda missão de partilhar.

Tenho meus problemas. Sofro, choro, desiludo-me. Nem sempre dá certo o que programei. Erro muito. Aprendo errando, também.

Mas de uma coisa estou certo: sou inteiro. Inteiro nas lágrimas e no sorriso. Inteiro no ensinar e no aprender.

Sei que meus alunos precisam de mim . E eu preciso deles. E por isso somos tão especiais. E nesta nobre missão de educar, nossa humanidade se enriquece ainda mais.

Sou professor. Com muito orgulho. Com muita humildade. Com muito amor. Sou professor!

Amém!

Gabriel Chalita

sábado, 9 de outubro de 2010

O LAÇO E O ABRAÇO

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Meu Deus!!! Como é engraçado!…
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço…
Uma fita dando voltas? Se enrosca…
Mas não se embola , vira, revira, circula e pronto: está dado o abraço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.

É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando
devagarinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz – romperam-se os laços.-
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.

Então o amor é isso…
Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.


Maria Beatriz Marinho dos Anjos

terça-feira, 28 de setembro de 2010

PROJETO SOCIAL - OLHA QUE JÓIA

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Twittando encontrei: Projeto Social "OLHA QUE JÓIA"


PROJETO SOCIAL "OLHA QUE JÓIA!"......... "Quer ser feliz? ............Faça outras pessoas felizes!!! .........Quer ver sua vida brilhar? ......Leve luz para a vida de outras pessoas........ Não há nada mais gratificante do que ............amar de VERDADE !" ...Raquel Bouchardet

sábado, 25 de setembro de 2010

PROFESSOR(A), SIM; TIO(A), NÃO? Paulo Freire

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"...A tentativa de reduzir a professora à condição de tia é uma "inocente" armadilha ideológica em que, tentando-se dar a ilusão de adocicar a vida da professora o que se tenta é amaciar a sua capacidade de luta ou entretê-la no exercício de tarefas fundamentais. Entre elas, por exemplo, a de desafiar seus alunos, desde a mais tenra e adequada idade, através de jogos, de estórias, de leituras para compreender a necessidade da coerência entre discurso e prática; um discurso sobre a defesa dos fracos, dos pobres, dos descamisados e a prática em favor dos camisados e contra os descamisados, um discurso que nega a existência das classes sociais, seus conflitos, e a prática política em favor exatamente dos poderosos.
A defesa ou a pura aceitação de que é normal aprofunda a diferença que há às vezes, entre o discurso do candidato enquanto tal e seu discurso depois de eleito. Não me parece ético viver essa contradição ou defendê-la como comportamento correto. Não é com práticas assim que ajudamos a formação de uma cidadania vigilante e indispensável ao desenvolvimento da democracia.
Finalmente a tese de Professora, sim; Tia, não, é que, enquanto tios e/ou tias e/ou professores, todos nós temos o direito ou o dever de lutar pelo direito de ser nós mesmos, de optar, de decidir, de desocultar verdades.
Professora, porém, é professora. Tia é tia. É possível ser tia sem amar os sobrinhos, sem gostar sequer de ser tia, mas não é possível ser professora sem amar os alunos - mesmo que amar, só, não baste - e sem gostar do que se faz. É mais fácil, porém, sendo professora, dizer que não gosta de ensinar, do que sendo tia, dizer que não gosta de ser tia. Reduzir a professora a tia joga um pouco com esse temor embutido - o de tia recusar ser tia.
Não é possível também ser professora sem lutar por seus direitos para que seus deveres possam ser melhor cumpridos. Mas, você que está me lendo agora, tem todo o direito de, sendo ou pretendendo ser professor(a), querer ser chamado(a) de tio(a) ou continuar a ser.
Não pode, porém, é desconhecer as implicações escondidas na manha ideológica que envolve a redução da condição de professor(a) à de tio(a)..."

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Crianças quando acordam

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Preciso voltar a ser criança!

Vocês se lembram, ainda lá infância, quando acordávamos? Qual era a primeira coisa com a qual nos preocupávamos? Brincar! Vivíamos para brincar, explorar, nos divertir. Assim que a criança acorda, já pensa em procurar seus brinquedos e começar a se divertir.
E quanto a nós, adultos? O que pensamos? “Tenho que ir trabalhar!”, “Queria dormir mais um pouco”, “Por que tenho que acordar tão cedo?”, “Será que alguém pode ir por mim?”. Obviamente nem todos pensam essas coisas todos os dias, mas pensem nas suas manhãs de hoje e compare com as da infância. O que mudou? Por que a nossa disposição mudou tanto?
O peso da responsabilidade, é claro. Mas eu iria além. Será que nossas manhãs são tão divertidas como antes, que nos fazem saltar da cama? “Puxa! Que legal, hoje tenho uma reunião bem cansativa e importante na empresa! Oba!!!”. Falando sério, por que temos que levar uma vida com menos entusiasmo do que tínhamos na infância?
Por essas e outras é que a educação deve preparar pessoas que saibam escolher, e que suas escolhas levem em conta fatores mais amplos do que o salário ou status social. Nossas crianças devem ser educadas para extrair da vida até o bagaço! Elas precisam aprender (e nós também) que é possível sim, ganhar dinheiro, fazer o que se gosta, ter ascensão social, viver bons momentos com a família, tudo ao mesmo tempo.
O que é preciso para se alcançar tamanha conquista? Muitas coisas. O que torna a tarefa bastante árdua. É preciso conhecer a si mesmo em primeiro lugar, saber do que se gosta e do que não se gosta, ser livre para tomar a decisão certa para si mesmo e não para os outros, ter coragem de remar contra a maré de uma sociedade míope, aproveitar ou criar as oportunidades, ter persistência, entre outras coisas.
O que não se pode fazer é educar uma criança pensando apenas no vestibular ou nos parâmetros curriculares nacionais. Eles são importantes, mas representam uma pequena fração do que torna uma pessoa verdadeiramente preparada para uma vida feliz, o objetivo maior de qualquer ser humano.